"Viver é deixar rastros. A morte e seu cão farejador vêm em nosso encalço. Procuram pistas. Querem descobrir nosso paradeiro, nosso esconderijo.
"Deixamos rastros nas paredes, nas calçadas, na fisionomia dos nossos filhos. Pedaços minúsculos de nós se desprendem de nós. No meio da multidão deixamos rastros do que somos, de nossa individualidade indivisível.
"Deixamos rastros. Nossos rastros de gosma. Ou de luz."
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